sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Pulo de quadro em quadro 
Enquadro a dor de dor em dor 
Semeio linhas apago velas 
Acendo tochas engulo pilulas

Meu peito tem pontas 
Brotam aceleradas no meio afinado 
Contínua de olhos quase lacrados 
Lacrimejantes escorrendo mel pelos cantos

De quarto em quarto me guardo
Mais forte que o laço que me deixou 
Me embaraço faço pose de astro 
Me corto nos cantos e sangro

O sangue que escorre tem gosto de fel 
Mas é agradável como o mel nesse papel 
Isso me faz entorpecer o amargo do amor 
Isso me faz lembrar porque de tanto amor 

Pulo de tela em tela 
Tudo está escuro 
Tudo é muito claro 
Me apague por favor



terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Ter de lhe observar de longe não é tão mau assim 
Claro a vontade de lhe ter em meus braços é dura 
Mas sabe que já tenho ficado satisfeito em vê-la assim
Ainda me doe te ver, mas ou mesmo tempo me traz alivio 

Uma sensação de bem estar e uma raiva por não estar 
Sabendo eu que sou o culpado por tudo isso 
E não sei mesmo se estou aprendendo
Mas a cada dia me sinto menos possessivo 

Procuro evitar alguma chance a mim para outras 
Não é minha necessidade ficar buscando uma estrela 
Não é da mesma química sua infinda beleza 
Os elementos a se fundirem não estão jogados por ai

A força que vem a dentro de nós faz com que estejamos dispostos 
A não desistir e sem muito insistir ser provado do amor 
E o amor é a sim egoísta por provas de sua existência 
Um dia pretendo descobrir  

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Gostaria de te sentir minha em outros paginas misteriosas 
Como se me viessem ao acaso sentindo você nestes traços
Sentindo seus traços somente para nosso amor 
Sem eu pedir retribuição dos afetos e contato sublime poético 

Ninguém, diria que ninguém senti essa ligação que possuímos 
Mas muito outros sentem quando se unem as químicas necessárias 
E isso acho uma maravilha e não entendo por que não comigo 
Porque eu não consigo me desprender dos vícios da vida

Meu amor por você é pouco ou você que não se empenha 
Simplesmente não se empenha porque já julgas não ser esse amor 
Então que amor é sou o sofrimento escondido o sofrimento do outro quarto
As palavras incansáveis desse verme parasita não pensante ou muito mais comandante 

Estou pensando, por que não falas, por que não responde e fica observando o amor da sua vida?  
Mais uma vez estava andando na contra mão
Juntando peças tentando montar esse quebra-cabeças 
Encontrei-me em erro ao passar todo filme na mente
Realmente menti, fui despeitado e sem intenção deixei acontecer

Agora percebi o que realmente fiz 
Te provoquei ao extremo
A luz do dia para olhos verem 
E línguas bem intencionadas
Lhe contar e você me deixar

Mas me pergunto porque não jogou na minha cara 
Porque simplesmente não me deu um tapa
Me chamou de canalha dizendo que me amava
Que eu jamais deveria ter feito aquilo para magoa-la 

Se eu disser que não tive intenção não estarei admitindo 
Que cometi o erro que você e alguns já sabem 
Sei que encontrar e admitir meu erro não mudara nada
Mas ainda assim tenho esperança em teu amor em nosso amor

Amor que supera atropela espera e não acaba 
Não lutarei contra o fim mais se você não me ama
Porem se ainda houver alguma faísca alimento brasa
Não posso deixar nossa felicidade passar 

Sei que esta tudo muito subentendido 
Quase nada dito pois já esta tudo falado 
Seu outro amor é quase uma farsa de raiva
Quase sei que me amas pois te encontro n'outras paginas

Tão apaixonada e desesperada quanto eu por assim estar 
Na minha calçada eu sabia que teria conversa fiada 
Sua volta você não me jogaria por nada  
Minha intenção subconsciente foi fazer pirraça 

Mas abusei de sua capacidade da sua fé no próprio taco
Pois é e aonde está essa fé 
Tu deixas perder o amor da tua vida por nada
Por se sentir ameaçada por um caso meu qualquer 

Tudo bem admito que se tu não voltastes 
Eu poderia prosseguir se outra me encantasse 
Afinal você havia me descartado 
Agora está quase montado 
Falta uma ultima peça a ser encontrada

domingo, 12 de janeiro de 2014

Não tem nada de mais aqui
Somente um sol sozinho 
Sol esquecido e reprimido 
Um sol desencantado 

Não tem nada de mais aqui 
Não sei ao menos sem tem um sol
Somente sei que ainda estou aqui 
Sem nada por fazer 

Não tem nada de mais aqui 
Somente a dor a bater 
Não há nada a fazer 
Ela prefere as estrelas 

Não tem nada de mais aqui 
Não tem nada 
Demais aqui não tem nada 
Só o sol pálido se apagando 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

A se soubestes como meus pensamentos estão 
Como sua falta me abala seu desprezo me aguça 
Seu jeito de fingir ser fria escondendo essas lagrimas 
Toda essas coisas que me ferem e me prova o que sinto 

Provoco meus instintos sigo neste abismo fazendo rapel 
Dos meus sentimentos para que não traia meu juízo 
Cada palavra encaixada no branco total deste suicídio
É uma avenida de agonia sentindo seu perfume seu perfume 

Não sei o que fazer se me rendo ou te prendo num sequestro 
Para sempre a mim e que você nunca desejara fugir
Meus olhos já estão cansados meu chinelo quase rasgado 
Minha mão fede a barba sem aviso cresce e meus cabelos

Anoiteceu já há algum tempo e relaciono meus balanços 
Com os teus quietinhos sera que ainda pensa em mim
Se for ao menos um pouquinho estará me vendo aqui
Mata me de saudade, mas se possível me salva antes 
Do fim    

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Te daria todo o universo além de meus versos maus feitos
Se estivesse em meu alcance, 
Mas o que posso lhe oferecer é isso que me transformei 

E eis aqui sou Sol para te fazer Lua rodeada de estrelas
Brilhando mais que tudo e clareando nossa bela terra
Teu brilho és meu e meu fogo teu 

Mais uma vez eis que me faço e desfaço por ti 
Sem demora morro mais um pouco para me extinguir 
Não sou só sem você não sou Sol sem você Lua