sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Pulo de quadro em quadro 
Enquadro a dor de dor em dor 
Semeio linhas apago velas 
Acendo tochas engulo pilulas

Meu peito tem pontas 
Brotam aceleradas no meio afinado 
Contínua de olhos quase lacrados 
Lacrimejantes escorrendo mel pelos cantos

De quarto em quarto me guardo
Mais forte que o laço que me deixou 
Me embaraço faço pose de astro 
Me corto nos cantos e sangro

O sangue que escorre tem gosto de fel 
Mas é agradável como o mel nesse papel 
Isso me faz entorpecer o amargo do amor 
Isso me faz lembrar porque de tanto amor 

Pulo de tela em tela 
Tudo está escuro 
Tudo é muito claro 
Me apague por favor



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